Infecções Odontogênicas

Infecções no dente

Infecções Odontogênicas

Descobertas mostram evidências de tentativa de combate à infecções odontogênicas desde o Egito antigo. Foi encontrada uma mandíbula que estima-se ser de uma pessoa que viveu por volta de 2750 ac e que possuía duas perfurações que podem ser entendidas como indícios de tentativa de drenagem de um abcesso.

Durante a era pré-antibiótica, estas infecções chegavam a ser 40% das causas de morte. A drenagem do pus e extração dentária, que são técnicas realizadas até hoje, são conhecidas há séculos. Após o surgimento dos antibióticos e a comprovação da sua eficácia, o seu uso foi adotado como uma das principais armas no combate à infecções.

As infecções orais podem ser classificas como odontogênicas ou não odontogênicas. As lesões não odontogênicas acometem a mucosa oral, glândulas salivares etc. As odontogênicas, como o próprio nome sugere, estão relacionadas diretamente com o elemento dental.

As principais causas de infecções odontogênicas são: cáries, periodontites, necrose pulpar e fraturas do elemento dental.

Os pacientes podem apresentar os sinais e sintomas característicos de uma inflamação: dor, rubor, edema, calor e perda de função. Além de outras alterações como dificuldade de abrir a boca, deglutir, falar e respirar.

O abscesso formado pode ser considerado agudo ou crônico. O agudo possui três fases: inicial (a sensação de “crescimento” dos dentes, onde há contato prematuro e extrusão. Os tecidos ao redor dos dentes ficam doloridos devido a inflamação), em evolução (o dente fica com mobilidade e há o aumento da mucosa ao seu redor) e evoluída (há coleção purulenta). O crônico possui a forma encapsulada, com dor e volume atenuados, é causado por fistulização natural (orifício onde o pus é naturalmente drenado) e a disseminação ocorre em na direção que as células encontrarem a menor resistência.

Esta infecção pode se agravar e causar outras complicações como angina de Ludwig (infecção na boca e garganta que provoca inchaço que pode obstruir as vias respiratórias), celulite ocular (infecção que provoca inflamação nos olhos), trombose do seio cavernoso (formação de coágulo em uma veia na base do crânio) e mediastinite (infecção no mediastino localizado no interior da cavidade toráxica).

Para realizar o tratamento necessário e evitar maiores complicações é imprescindível a realização de um diagnóstico preciso. Para obtenção do diagnóstico, devem ser feitas avaliações clínicas e radiográficas e, em alguns casos, tomografia computadorizada e exames laboratoriais. O tratamento consiste na remoção da causa, portanto, se for de origem pulpar, o tratamento de canal deve ser realizado, se for de origem periodontal, a raspagem e orientação de higiene estão indicadas, se o dente estiver condenado, a exodontia é a opção de escolha. Nos casos mais graves ou em casos onde o paciente apresenta febre, devemos entrar com antibióticos.

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