Periodontia

Ter a gengiva saudável é o ponto de partida para alcançar um sorriso bonito. A periodontia é a especialidade da odontologia que estuda e trata as doenças como a periodontite, a gengivite e a peri-implantite que são patologias que acometem a gengiva, cemento (estrutura que envolve a raiz e onde os ligamentos periodontais se ligam), ligamentos periodontais (filamentos que se unem ao cemento e ao osso e que servem para reter o dente e amortecer as forças mastigatórias)  e osso.

 

Nova Classificação Periodontal

 

-Saúde periodontal:

  • Periodonto íntegro: Nunca teve a doença periodontal. Paciente não apresenta perda de inserção, bolsa ou perda óssea;
  • Periodonto reduzido: Já teve a doença, porém está tratada. Paciente tem bolsa, perda óssea e perda de inserção.

 

Gengivite: É uma doença que acomete apenas gengiva, não tem bolsa periodontal, não tem perda de inserção, mas há inflamação na gengiva, porém é uma doença reversível. Quando está associada ao biofilme, pode ter o periodonto íntegro ou reduzido, ter relação com fatores de risco sistêmicos ou locais ou estar associada a medicamentos. Quando ela não se associa ao biofilme pode ser por genética do paciente, alguns tipos de infecções, doenças imunes ou endócrinas.

 

Periodontite: É uma doença que acomete a inserção do dente, podendo levar até a sua perda quando não tratada. Ela pode ser multifatorial de progressão rápida ou de progressão  lenta e pode estar associada ao biofilme. Clinicamente ela se caracteriza se por:

 

  • Perda de inserção em faces livres maiores que 3mm;
  • Perda de inserção em um ou mais sítios interproximais.

 

 

Extensão:Localizada: até 30%;

Generalizada: mais que 30%.

Severidade:Estágio I: Leve;

Estágio II: Moderado;

Estágio III: Severa;

Estágio IV: Dentes condenados/ Mobilidade.

Progressão: Grau A: Lenta;

Grau B: Moderada;

Grau C: Rápida.

A Periodontite é classificada de acordo com seu ESTÁGIO e GRAU:

 

  • Estágio: A classificação de estágio está relacionada com a severidade da doença, ela deve ser primeiramente definida pela perda de inserção, na sua ausência deve ser avaliada radiograficamente a perda óssea. Caso haja fatores de complexidade (Lesões de furca ou mobilidade dental), o estágio é maior. Em pacientes tratados, o estágio não deve diminuir. Para todos os estágios, deve ser classificar também a  extensão, se é localizada, generalizada ou padrão molar/ incisivo.
    • Estágio I: Característica determinante: 1-2 mm de perda de inserção interproximal no pior sítio ou perda radiográfica no terço coronal;

Característica secundária:  Profundidade de sondagem de até 4mm, sem perda dental devido a periodontite e padrão de perda óssea horizontal.

  • Estágio II: Característica determinante: 3-4mm de perda de inserção interproximal no pior sítio ou perda radiográfica no terço coronal;

Fatores que modificam o estágio: Profundidade de sondagem de até 5mm, sem perda dental devido a periodontite e padrão da perda óssea horizontal.

  • Estágio III: Característica determinante: 5mm ou mais de perda de inserção interproximal no pior sítio ou perda ossea radiografia se estendendo a metade ou ao terço apical da raiz;

Fatores que modificam: Profundidade de sondagem maior que 6mm, com perda dental devido a periodontite em até 4 dentes. Pode ter perda óssea vertical de até 3mm, lesão de furca grau II ou III e defeito de rebordo moderado.

  • Estágio IV: Característica determinante: 5mm ou mais de perda de inserção interproximal no pior sítio ou perda ossea radiografia se estendendo a metade ou ao terço apical da raiz;

Fatores que modificam: Profundidade de sondagem maior que 6mm, perda dental de 5 ou mais dentes devido a periodontite, lesão de furca, pode ocorrer disfunção mastigatória, trauma oclusal secundária, defeito de rebordo grave e problemas mastigatórios.

 

  • Grau: Reflete evidências ou risco da progressão da doença e seus efeitos na saúde sistêmica. O grau pode ser modificado pela presença de fatores de risco como tabagismo ou diabetes mellitus.
    • Grau A: Progressão lenta:

Característica determinante:Evidência direta: Não haver perda de inserção por  anos. Evidência indireta: Perda óssea/ano de até 0,25 mm;

Característica Secundária: Paciente com grande acúmulo de biofilme, mas com pouca destruição periodontal;

Não há fatores de risco que modificam.

  • Grau B: Progressão moderada:

Característica determinante: Evidência direta: progressão inferior a 2mm em 5 anos. Evidência indireta: perda óssea/ ano de 0,25 mm -1mm;

Característica secundária: Destruição compatível com depósito de biofilme;

Fatores de risco que podem modificar a graduação, como fumantes ou pacientes que apresentam diabetes mellitus.

  • Grau C: Progressão rápida:

Características determinantes: Evidência direta: progressão igual ou superior a 2mm em 5 anos. Evidência indireta: perda óssea/ ano superior a 1mm;

Características secundárias: Há muita destruição para a quantidade de biofilme apresentada. Tem rápida progressão da doença e ausência de resposta esperada do controle do biofilme.

Fatores de risco que podem modificar o percurso da doença é o tabagismo ou pacientes com diabetes mellitus.

 

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Revisão da literatura sobre Doença Periodontal

 

A doença periodontal é denominada como o desequilíbrio entre agressão de bactérias, bem como sobre os fatores externos e a propriedade de defesa contra o organismo, causando assim, o processo inflamatório gengival, progredindo até a perda dental por conta da reabsorção do tecido ósseo e pela destruição do ligamento periodontal (fibras que prendem o dente ao osso). O seu início pode surgir a qualquer momento e idade, porém, essa patologia é considerada a mais recorrente em população adulta (GOMES FILHO, Isaac Suzart et al.; CORTELLI, José Roberto).

Seu avanço pode acarretar a perda dental, conforme o nível de perda óssea que for atingido. Um dos fatores que podem levar ao surgimento dessa patologia é a má higienização da cavidade oral e os costumes nocivos à saúde, como por exemplo, o tabagismo. Outras relações são as doenças sistêmicas, sendo a diabetes mellitus, o vírus da imunodeficiência humana (HIV), as desordens imunológicas e também a gravidez. Ela é desenvolvida por conta do acúmulo de bactérias sobre os dentes e esses acúmulos são comunidades microbianas com grupos organizados, conhecidos de placa bacteriana (NAIFF, Priscilla Farias et al; PINHEIRO, Ana Ceci Cordeiro et al.).

Os sinais da periodontite são: vermelhidão, inchaço e uma maior facilidade para o sangramento durante a escovação dos dentes, isso é a manifestação do corpo para tipos de bactérias que se alojam e proliferam em torno dos dentes. Essa resposta inflamatória acarreta sérios prejuízos a saúde bucal.

Existem diversos tipos e formas de periodontite, mas as principais são a periodontite agressiva e a periodontite crônica. A agressiva acomete pacientes que estejam em condição saudável, suas propriedades envolvem a perda rápida de inserção e destruição óssea, possuindo um potente componente genético. Já a crônica resulta também da disseminação inflamatória de para o interior dos tecidos de suporte e também provoca a perda da inserção óssea, só que de forma bem mais lenta e silenciosa. (DA ROCHA, Evandro Franco).

Também existe a periodontite que se manifesta através de doenças sistêmicas e a doença periodontal necrosante.

A periodontite que se manifesta pelas doenças sistêmicas se desenvolve em uma certa idade, principalmente nos mais jovens, as enfermidades que estão correlacionadas à periodontite são as doenças cardíacas, doenças respiratórias, diabetes mellitus e outras.

A doença periodontal necrosante é definida como uma infecção por necrose de todos os tecidos gengivais (ligamento periodontal, osso alveolar etc) sendo rápida, essas anomalias são examinadas em indivíduos com mudanças nas condições sistêmicas, como a desnutrição, infecção por HIV e imunossupressão (DA ROCHA, Evandro Franco).

O tratamento da doença periodontal consiste em uma boa orientação do profissional de odontologia quanto ao tipo de escova dental que possa atender as necessidades exatas de cada tipo de paciente. As escovas sofreram alterações em relação da sua forma, dureza, tamanho, distribuição das cerdas e comprimento. Alguns cirurgiões dentistas infelizmente não oferecem a educação em saúde para seus pacientes em relação aos mecanismos de higiene oral. Ainda, a escovação observada mediante ao profissional melhora a condução em relação do paciente aos cuidados na questão da força em que será aplicada, duração, frequência e a sequência (FERREIRA, Adriane Cristina Richa et al.).

 

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