Protocolo Cerâmico

Protocolo cerâmico é uma prótese que possui uma infra-estrutura de metal ou de zircônia e uma cobertura de porcelana. A parte visível do protocolo é a gengiva e os dentes. Ele é confeccionado sobre 4, 6 ou até 8 implantes instalados na maxila.

 

Protocolo cerâmico

 

Protocolo-ceramico

 

Protocolo cerãmico

 

Protocolo-cerâmico

 

 

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12 passos para se confeccionar um protocolo cerâmico

estético, resistente e previsível

 

O planejamento deve ser muito criterioso porque, ao contrário do protocolo de resina, não é possível mexer muito nos dentes de porcelana depois de prontos.  Recomendamos proceder da seguinte forma:

1 – Selecionar os pilares protéticos (devemos sempre utilizar intermediários de titânio pois são peças confeccionadas em tornos de precisão que tem uma adaptação muito superior se comparada às peças fundidas em laboratório, além disso, a união da base da prótese com o pilar protético ficará no nível da gengiva, o que facilita o acesso para higienização). Não deixe essa etapa para o protético, é o dentista que deve selecionar, posicionar sobre os implantes, dar o torque adequado e não remover mais.

Intermediários-do-protocolo-ceramico

 

2 – Proceder com a moldagem de transferência dos pilares protéticos de forma convencional. Os transfers (componentes utilizados para transferir a posição dos pilares protéticos) devem ser presos uns aos outros através de uma união rígida (pode-se utilizar para isso hastes metálicas e uma resina de boa qualidade como a Patern Resin), isso para que obtenhamos um modelo fiel e preciso.

 

Moldagem de transferência para a confecção de protocolo cerâmico

 

3 – Fazer o plano de cera e adequá-lo ao lábio do paciente. O plano de cera deve conter informações como a exposição do bordo dos incisivos com o lábio em repouso, linha alta do sorriso, linha média e simetria radial (paralelismo do arco superior com a linha do lábio inferior. Essa característica confere uma harmonia que é muito agradável aos olhos. Deixa o sorriso muito mais bonito. Não deve ser negligenciada em hipótese alguma)

 

Critérios estéticos que devem ser observados no plano de cera para a confecção de protocolos cerâmicos

 

Exposição dos incisivos centrais com o lábio em repouso

 

avaliacao-estetica-protocolo-ceramico-exposição-dos-incisivos-centrais-com-os-lábios-em-repouso

 

Linha média do sorrisoMarcação-da-linha-média-para-confecção-de-protocolo-cerâmico

 

Simetria radial

 

simetria-radial-para-orientar-o-plano-de-cera-na-confeccao-de-protocolo-ceramico

 

Linha alta do sorriso

 

Linha-alta-do-sorriso-para-orientação-na-construção-de-um-protocolo-cerâmico

 

Tamanho dos dentes

 

Referência-do-tamanho-dos-dentes-para-a-confecção-de-protocolo-cerâmico

 

4 – Fazer a prova com dentes de estoque (dentes de resina que se compra prontos) com a cor mais próxima possível do que o paciente pediu. E com a gengiva em cera rosa para avaliar junto com o paciente a estética, tamanho, forma, o quanto aparece de gengiva no sorriso amplo, linha média e simetria radial. Nesta fase, todas essas questões devem ser analisadas e corrigidas até o paciente ficar satisfeito. Quanto mais avançamos nas etapas, mais difícil fica a correção.

Prova dos dentes e escala de cores de gengivaProva dos dentes para referência da confecção do protocolo cerâmico

 

5 – Quando a montagem de dentes estiver adequada esteticamente e funcionalmente, duplicá-la em resina calcinável (resina que pode ser colocada no forno para servir de molde de fundição)

6 – Provar novamente a duplicação para checar se os dentes não saíram de posição. Avaliar novamente todos os itens anteriores (linha média, exposição da gengiva no sorriso amplo, exposição dos incisivos em com o lábio em repouso e simetria radial). Nesta fase a peça estará toda vermelha, então, a avaliação é um pouco mais difícil.

7 – Executar a redução (é removida uma camada de resina) Esse espaço servirá para a cobertura de porcelana.

8 – Provar novamente só que desta vez os dentes estarão em cera branca para avaliar novamente todos os itens anteriores.

9 – Proceder com a fundição da barra ou fresagem em um sistema CadCam e prova. Nesta fase os dentes de cera ainda podem ser usados para uma última checagem.

 

Barra metálica de protocolo cerâmico usinado em um sistema CadCam

 

Infra-estrutura-metálica-do-protocolo-cerâmico

 

 

Barra em zircônia para protocolo cerâmico usinada em um sistema CadCam

 

Infra-estrutura-em-zircônia-para-protocolo-cerâmico

 

10 – Realizar a aplicação da cerâmica tendo como referência os dentes em cera (devemos realizar uma montagem no articulador para o ceramista ter uma referência exata do comprimento dos dentes)

 

Aplicação-de-porcelana-no-protocolo-cerâmico

 

11 – Prova do protocolo cerâmico para pequenos ajustes se houver.

 

Prova-do-protocolo-ceramico

 

12 – Instalação.

 

Tomando esses cuidados, dificilmente se terá uma surpresa negativa na hora da prova da porcelana, pois todas as etapas foram testadas e puderam ser corrigidas com antecedência.

 

Obs 01:

Um erro que observo é que alguns dentistas fazem a moldagem dos implantes e deixam a seleção dos pilares para o laboratório de prótese. Isso pode acarretar vários problemas a saber:

1 – O laboratório pode selecionar na altura errada.

2 – Pode imprimir muito torque e danificar a peça.

3 – Durante todas as etapas clínicas,  teremos que remover os pilares do modelo de gesso e posicioná-los na boca, o que aumenta muito o tempo da sessão e as chances de erros e de dano aos pilares.

4 – Como o pilar não está com o torque final, ele não estará exatamente na posição que ficará depois que for instalado definitivamente na boca e isso poderá acarretar desadaptação do protocolo cerâmico e falta de passividade da peça o que poderá gerar cargas nocivas ao sistema aumentando as chances de fratura de componentes.

 

Obs 02:

Devemos tomar muito cuidado com a extensão distal da barra (parte da estrutura metálica que fica suspensa após o último implante). Essa extensão deve ser muito bem reforçada na sua saída, na base. É ali que se concentra a maior tensão e onde existe o maior risco de fratura.

 

Extensao-distal-da-barra-do-protocolo-ceramico

 

 

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