Tratamento de canal

Tratamento de Canal

 

 Tratamento-de-canal

 

A endodontia cuida da polpa dental, estrutura que fica na porção mais interna do dente, dentro de uma câmara, e é composta por nervos e vasos sanguíneos. A polpa é responsável por avisar ao nosso corpo que estão ocorrendo estímulos nos dentes, por isso, é muito comum ter sensibilidade com sorvete ou alimento gelado.

Cáries, traumas, fraturas dentais podem agredir a polpa. Em casos extremos, indicamos o tratamento de canal, que consiste na remoção de todo o conteúdo pulpar, limpeza da câmara e selamento desse espaço com um material inerte, também chamado de material obturador. Se a raiz estiver saudável, devemos sempre tentar salvar o dente, ao invés de extrair e colocar um implante dentário no lugar.

Assim como nas outras especialidades odontológicas, o tratamento de canal atualmente conta com instrumentos muito mais precisos e que resultam em mais conforto durante o tratamento.


 

 

 

Por quê a dor de dente é tão intensa?

 

Quando inflama dói muito porque ele é rígido Não incha Sendo assim, pressiona muito as terminações nervosas dentro dele

 

Cirurgia de peri-ápice

Às vezes, quando o canal apresentou problemas e ficou muito tempo sem ser tratado, pode ocorrer lesões no peri-ápice (ponta das raízes).

 

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Neste caso, se a lesão persistir mais que 3 meses após o tratamento sem sinais de regressão, uma cirurgia de peri-ápice pode estar indicada. Ele é realizada acessando a região e realizando a curetagem da lesão.  Por precaução, o canal deve ser tratado novamente.

 

Acessando a região do peri-ápice

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Curetando a região do peri-ápice

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Pus na gengiva

Na grande maioria das vezes, quando aparece pus na gengiva, a causa é um canal contaminado. Isso pode acontecer tanto quando um tratamento de canal não conseguir eliminar todas as bactérias quanto quando ocorreu uma cárie que não foi tratada e chegou na polpa (câmara onde estão os nervos e vasos sanguíneos).

 

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Perguntas feitas na internet sobre tratamento de canal

 

1 – Fiz um canal e não coloquei a Coroa, o dente quebrou e agora o dentista fala que só implante , normal?

Re: Quando se trata o canal, o dente fica frágil e, portanto, mais susceptível à fratura. Dependendo do nível que a fratura ocorreu ou se o que sobrou não é suficiente para suportar uma coroa, sim, o implante dentário pode estar indicado.

 

2 – preciso fazer uma extração e colocação de implante dentário do dente premolar inferior esquerdo (acredito que seja o numero 35). Essa semana já passai por dois dentistas. Um me passou muita segurança mas me cobrou praticamente um carro popular. E o outro não me passou nenhuma segurança embora um orçamento baixíssimo.

O caso é o seguinte.

Dia 14 meu dente começou a doer. Fui na emergência e se avaliou que o pré-molar está com a coroa do canal danificada e por isso está doendo. O melhor seria remover e colocar um implante. Esse foi o consenso dos dois dentistas.

Tenho disfunção da temporomandibular, síndrome de Sjogren e bruxismo

Josué Gomes: Bom dia. Tudo bem? Gostaria de avaliar primeiro para ver se é o caso realmente de extração já que o exame de tomografia não é barato.

– Posso fazer a tomografia e já levá-la comigo, já que em todo caso preciso fazer uma panorâmica, uma tomografia atm boca aberta e uma fechada, por causa da disfunção da atm. Então já tenho requisição para esses exames e não seria problema já ir na consulta com eles.

Josué Gomes: Se não for o caso de extração, você vai investir um dinheiro sem necessidade neste momento.

–  Preciso dos exames para o tratamento da disfunção da têmpora mandibular fazer uma nova placa. São exames que necessito fazer de qualquer forma e não somente pelo dente da extração. Se forem os mesmos exames não teria problema pra mim.

Josué Gomes: Não são os mesmos. O que você sente na ATM?

– Faço tratamento há 10 anos para disfunção temporomandibular, tenho desgaste ósseo do lado direito. Sinto dor , estalido e zumbido. Sou placa dependente há 5 anos. Preciso fazer uma nova porque a minha está com defeito, e recém me mudei, como meus exames já tem 1 ano e meio e tenho um bruxismo pesado. O médico que me foi indicado para atm solicitou novos exames de imagem antes de fazer a nova placa, para avaliar qual melhor acompanhamento terapêutico do problema. Entenda , não sou uma pessoa que não cuida dos dentes, ou que não faz acompanhamento. Só estou sem dentista porque me mudei há 3 semanas. Estava morando fora do Brasil e voltei agora. E minha coroa quebrou na última terça. É um dente que já fiz canal há 6 anos. A coroa era de resina. Um retratamento de canal acredito que seria inútil porque sei que a pouca massa desse dente. Já que quebrei ele comendo costela e foi uma quebra bem feia na época, tanto que rachou o dente imediatamente a cima, que depois também necessitou de um canal. Terça a emergência me passou antibiótico, anti-inflamatório e Tilex para dor.

Josué Gomes: Entendi. Mas prefiro realmente fazer uma avaliação inicial antes de pedir os exames. Mesmo porque, para fazermos a placa, será necessário moldar, será mais de uma sessão de qualquer forma.

– A medicação acabou ontem . Sinto o local pesado e a dor começa a voltar.

Josué Gomes: Os medicamentos não vão resolver o problema. Vai ter que realmente tratar o local. Eliminar a causa.

– Dois dentistas disseram ser extração. Só não extraí ainda porque o primeiro não me pareceu seguro e o segundo me cobrou um carro popular na extração. Quero extrair e colocar o implante dentário e depois da cicatrização do osso colocar a prótese.

Josué Gomes: Para extrair e já colocar o implante, precisa ter osso remanescente suficiente. Neste caso, preciso da tomografia para avaliar, só que, se não for o caso de extração, você perderá dinheiro porque não é um exame barato.

 

 

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Informações sobre tratamento de canal para estudantes de odontologia

 

TRATAMENTO ENDODÔNTICO

A endodontia é a área da odontologia que estuda e trata as doenças internas do dente, além do seu diagnóstico e controle de possíveis alterações que podem ocorrer na polpa e na raiz dental.

Em outras palavras, a endodontia é conhecida como o famoso “tratamento de canal”, mas vale ressaltar que não está limitada somente a isso.

Para que se entenda melhor o que faz um especialista da área e quais são os procedimentos realizados dentro da especialidade, é importante que se conheça um pouco sobre a composição do dente para facilitar o entendimento de todas as áreas que são afetadas pelas lesões que levam ao tratamento de canal.

É importante frisar que o dente é um órgão assim como qualquer outro do ser humano, ele é composto por:

Esmalte: é parte esbranquiçada externa do dente, conhecido também como coroa. É considerado um dos tecidos mais mineralizado e com maior resistência presente no corpo humano.

Dentina: fica logo abaixo da coroa, é menos mineral e menos dura em comparação com o esmalte dental.

Polpa: fica logo abaixo da dentina, ocupando a cavidade interna do elemento dental, é composta por nervos, fibras, vasos sanguíneos e células que entram dentro do dente fazendo com que aconteça a irrigação sanguínea, contribuindo para a hidratação do elemento dental, conhecido como vitalidade.

A endodontia trabalha com uma série de procedimentos que são fundamentais para a saúde bucal, e dentro desses procedimentos um dos principais é o tratamento de canal.

O que é tratamento de canal?

O tratamento de canal é o procedimento realizado para prevenção de graves problemas no interior do dente, parte interna que fica localizada a polpa.

Em quais situações o tratamento de canal é indicado?

O tratamento endodôntico ou tratamento de canal, como é mais conhecido, é realizado pelo dentista especializado na área de endodontia.

Uma das maiores indicações do tratamento de canal é quando o dente foi atingido pela cárie de alta profundidade.

Para se entender melhor, a cárie possui quatro estágios de profundidades divididos em:

Incipiente: quando somente o esmalte é atingido pela doença.

Moderada:  quando a cárie apresenta uma penetração além do esmalte, mas sem atingir a dentina.

Avançada: quando a doença já passou pelo esmalte e atingiu a dentina.

Profunda: fase em que a doença já se encontra em um estágio bem avançado, ou seja, a cárie já se encontra inserida na polpa, causando desconforto e quadro de dor no paciente.

Na maioria dos casos, o tratamento endodôntico é feito sem agendamento de consultas, sendo tratado como urgência, devido o alto índice de dor causado pela doença.

A dor ocorre devido a infecção do local causada pelas bactérias, levando a inflamação do tecido pulpar e canal radicular, afetando dessa forma os nervos, artérias e células. A dor pode se instalar também na face, e em alguns casos pode ser acompanhada de inchaço.

Existem casos em que as lesões pulpares ocorrem de forma lenta, sem sintomas de dor, o paciente não percebe nenhuma alteração, e quando diagnosticado, a doença já se encontra em um estágio bem avançado, com o tecido totalmente destruído pelas bactérias. Problemas como esse, apresenta um dano maior para a saúde do paciente, se a inflamação não for tratada precocemente, pode ocorrer uma infecção maior com a migração dessas bactérias para outras partes do corpo, podendo cair na corrente sanguínea e se instalar em qualquer parte do corpo do paciente causando uma contaminação mais grave.

Quando o canal radicular é atingido pela cárie, ocorre a cavitação na parte interna do dente, ou seja, uma inflamação na polpa e quando não tratado adequadamente, essa inflamação se torna uma necrose pulpar, com acúmulo de micro-organismos, tendo como tratamento a remoção de todo esse tecido causando a desidratação do elemento dental.

Além da cárie profunda existem outros casos em que o tratamento de canal pode ser indicado, e um deles é quando o elemento dental sofre algum tipo de fratura, atingindo a parte interna onde fica localizado a polpa, ocorrendo a exposição dos canais radiculares.

Para todos os casos, o profissional deverá trabalhar e escolher o melhor tratamento, sempre buscando preservar a estrutura dental e devolver sua estética. Mas nem sempre será possível manter o elemento dental com apenas tratamento de canal, dependendo da gravidade do problema, a extração pode ser o tratamento mais indicado, a fim de evitar o comprometimento e infecção de outras estruturas dental.

Assim como qualquer outra especialidade, o endodontista precisa ter um amplo conhecimento na formação da cárie dental e das suas profundidades. Por ser considerado um dos maiores problemas de saúde bucal no Brasil, deve-se ter um bom entendimento do assunto, para evitar complicações mais graves pela doença, e o comprometimento da parte interna da estrutura dental.  Um diagnóstico errado e a escolha de um tratamento não adequado, podem acarretar em infecções e problemas mais graves.

Como é feito o tratamento de canal?

O tratamento é realizado com o paciente anestesiado, logo após é feito uma abertura com brocas na parte de trás do esmalte, caso seja anterior, que são os dentes localizados na parte da frente da boca ou se for em dentes posteriores, os de trás, é feito uma abertura na parte de cima, na oclusal. Essa abertura consiste na retirada da polpa, tecido atingido pelas bactérias da cárie, quando já se encontra em um grau de alta profundidade, causando a inflamação e infecção do tecido pulpar. Após a sua remoção com limas endodônticas, é feito uma desinfecção e remoção dos resíduos infectados com substância indicadas para o tratamento, o preenchimento do local é feito pelos cones de guta percha, que vão substituir a polpa, mas sem função, apenas para esse espaço não ficar vazio e cimentos obturadores para o fechamento da cavidade.

O tratamento de canal dura quanto tempo?

A duração do tratamento depende do estágio em que a doença se encontra, e da técnica que será usada pelo profissional.  O tratamento pode ser dividido em várias sessões ou se for em casos mais simples, o tratamento endodôntico pode ser feito em apenas uma sessão, mas isso depende da gravidade do problema.

O tratamento de canal dói?

Talvez esse seja o receio que muitos tem em fazer o tratamento endodôntico. Antigamente o tratamento era tratado de forma demorada e mais dolorosa, mas, com o avanço de estudos e com o desenvolvimento que a odontologia vem sofrendo todo tempo, o tratamento nos dias de hoje, possui técnicas menos invasiva, tornando-o mais simples, mais eficaz e menos doloroso, sem apresentar grande desconforto para o paciente.

É importante salientar que a maioria dos tratamentos bucais podem ser evitados com uma boa higienização e visitas constantes ao dentista, fazer exames de rotinas para saber como está a parte interna dos dentes, são cuidados que se deve ter para que a saúde bucal esteja sempre em dia e saudável, evitando dessa forma o surgimento de doenças por conta da má higienização. A prevenção é o melhor tratamento para evitar danos à saúde em geral.

Para que se tenha uma boa higienização, recomenda-se a escolha da escova correta, sendo a ideal de cerdas macias, o método de escovação deve ser feito de forma leve com movimentos circulares, uso frequente do fio dental e uma boa alimentação é de suma importância. O consumo de alimentos açucarados e carboidratos devem ser evitados, pois, isso contribui para que as bactérias da cárie produzem os ácidos necessários para a desmineralização do esmalte. Esse é um dos motivos que levam as crianças apresentarem um alto índice de cárie, pois além de consumirem  alimentos que contém um alto índice de açúcar em sua composição, não tem a devida consciência de se ter uma boa higiene bucal, e muitas vezes os pais não tem esse devido cuidado com os mesmos.

Todos esses passos listados acima são cuidados que se deve ter para que não se tenha sérios problemas futuramente.

Após o tratamento de canal, a pessoa vive normalmente sem sequelas, mas é importante que continue indo ao dentista para consultas de rotinas, pois a cárie pode voltar causando um dano muito maior. O dente que passou pelo tratamento perde totalmente a sensibilidade, devido a retirada da polpa, fazendo com que o paciente não perceba nenhuma alteração e nem apresente sintomas de dor. O profissional deverá acompanhar a recuperação do tratamento, ter a visão do que está acontecendo internamente e externamente no pós operatório, se o local tratado está se regenerando conforme esperado, exame visual e radiografias, irão auxilia-los nessa etapa de acompanhamento. Lembrando que o dente tratado não terá mais sensibilidade, mas é importante sempre se ter cuidado, pois em alguns casos, dependendo do tipo de alimentação que o paciente consume, pode ser que a restauração venha sofrer fraturas futuramente, por isso é importante deixar o paciente ciente desses hábitos alimentares, pois em alguns casos o profissional é considerado culpado pelo ocorrido.

A durabilidade de qualquer tratamento não depende só do profissional, mas sim do paciente, o quanto ele está disposto em se adequar ao tratamento, sendo que muitos desses podem exigir mudanças de hábitos alimentares.

Como é o pós operatório do tratamento?

O pós-operatório é tranquilo, não requer vários dias de repouso, apenas cuidados básicos com alimentação, ter cuidado com o que se vai mastigar para evitar que ocorra uma recontaminação do local tratado e também impedir que se quebre o esmalte no local que foi restaurado. É importante esperar um tempo para que ocorra a restauração total do elemento dental. O paciente pode retornar suas atividades no dia seguinte, mas sem fazer esforços para não atrapalhar na recuperação. Para o sucesso do pós-operatório, o paciente precisa seguir todas as instruções passadas pelo profissional.  O tratamento apresenta uma alta taxa de sucesso, podendo os dentes durar a vida toda.

A cárie pode causar uma série de problemas na saúde bucal das pessoas como um todo. A existência de cárie na estrutura dental, não se assemelha somente ao pontinho preto, muitas vezes ela está associada a uma mancha branca presente no esmalte, podendo ser opaco, quando está no estágio inicial de desmineralização ou brilhoso, quando a cárie está inativa. Seu diagnóstico é feito de forma complexa, através de exames clínicos feitos pelo profissional e por exames complementares, sendo o mais utilizado as radiografias. Além desses métodos, se exige do dentista um amplo conhecimento da doença, quanto à sua formação. Um dos fatores fundamentais que também ajudam no diagnóstico da doença é o conhecimento dos hábitos alimentares do indivíduo. Pois dentro desses fatores, pode-se trabalhar o controle e a prevenção dessas lesões, evitando um estrago maior.

Quando a cárie é detectada em estágio inicial, é possível se aplicar um tratamento mais conservador, menos invasivo, mais barato e mais rápido, além do conforto e sem presença de dor.

O paciente precisa ter em mente, que ele é o principal responsável pela sua saúde bucal, ainda não existe outros métodos de prevenção que não seja feito pela sua consciência em manter a sua saúde bucal em dia, que começa por uma correta higienização, pois as bactérias causadoras da cárie, vivem naturalmente na boca, e a não escovação e o não uso de fio dental, faz com que tudo o que foi consumido de comida durante o dia, se acumule, criando uma placa no esmalte. Essas placas vão endurecendo, caso não seja removida na escovação, se tornando um habitat para as bactérias ali presente, e aos poucos sofrerá perfurações causando estrago na estrutura dental e dor.

Mesmo quem não se sinta incômodos nos dentes, é importante visitar o dentista para uma avaliação, muitas vezes pode ocorrer a presença de outras doenças que não sejam tão graves, mas que precisam de tratamentos específicos pelo profissional. Vale lembrar, que nem todos os casos de doenças graves estão acompanhados de dor ou alterações que sejam percebidas pelo indivíduo. Infelizmente, ainda é grande o número de pessoas que procuram os consultórios odontológicos somente quando apresentam quadro de dor, isso não é o mais adequado.

A maioria das lesões que acometem a estrutura dental, ocorrem de fora para dentro, podendo ser tratadas e descobertas precocemente.

 

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